Muitas Estações de Distância - Einsteigen Bitte!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Rock & Roll Fable



Streets of Fire, 1984, Walter Hill (IMDB)

Toda vez que eu sento pra escrever pra esse blog, me lembro como e o quanto eu gosto dele. Como eu me sinto a vontade em escrever sobre qualquer coisa aqui. Wtv. A escolha pro post de anos depois é simples: é pra dizer 'ok, você venceu'.

Eu sou uma verdadeira fã dos musicais, qualquer um. Desde aqueles do tipo "Quase Famosos" até aqueles que o indivíduo acorda e canta "Morning is Here". Por isso, um filme que com começa com o letreiro "Uma Fábula de Rock & Roll" tem tudo pra me ganhar. E não só porque tem o R&R, e nem porque tem chuva, anos 80, mundo apocalíptico, motocicletas, mocinho que é bandido, pole dancing, explosões, cantora da cidade pequena que volta pra fazer aquele já famoso "homecoming" na sua decadente cidadezinha natal. Mas sim porque é um filme que eu chamaria de injustiçado.

E eu digo injustiçado não por suas críticas nada simpáticas e por seu fracasso de bilheteria total, mas sim porque ele possui muitas das características que outros musicais apresentam, e que foram muito mais bem sucedidos do que ele, e este não perde em nada pros outros. Quando se vê este filme com olhos críticos, você sabe que lá no fundo, é um filme ruim. É uma junção de milhões de referências ultra popcultures pra criar uma atmosfera envolvente, com uma Diane Lane muito longe de sua melhor atuação e um Rick Moranis sério, o que é quase uma ofensa vindo do cara que encolheu as crianças.


Mas quando você perde o óculos da chatice, cara, que filme animal. Tem tudo pra te envolver, incluindo o R&R, o mocinho bandido, a donzela em apuros e tudo o mais... e a música, claro. Muito neon, muita roupa de vinil e muito do mocinho bandido de trench coat e suspensório. Como não amar?

Ellen Aim (Lane, AKA Sol da Toscana) volta pra sua cidade natal e é sequestrada durante a sua apresentação por uma gangue de motoqueiros, os "bombers". Muita correria e quebra-quebra depois, ela é levada na garupa. Reva, a irmã do mocinho Tom Cody (Paré), chama o seu irmão caçula e, claro, ex-namorado de Ellen, pra voltar pra cidade e resgatá-la. Aí nós temos muita música e cenas faroeste-style, com direito a one man only e tudo. Tom é o cara e aquela coisa toda. Só que o Raven (Dafoe, AKA duende verde), chefe dos Bombers, não vai gostar nada - claro. É o cenário perfeito pra uma fábula.

Isso sem contar os musicais. "Nowhere Fast" você conhece, vai por mim - só a bateria do começo já vai te entregar. A atmosfera trash 80's é bem feita, e a noite e o nublado eterno, as poças, as pontes de ferro, os trens que estalam com a eletricidade, além da polícia impotente, do barbershop quartet e da banda rockabilly. Pra finalizar, o filme ainda tem uma filmagem com transições bacanas, no maior estilo ComicBook, com direito a mudanças de câmera e tela preta no tum tum do bumbo.

De toda forma, diga o que quiser, mas se você gosta de um entretenimento bem anos 80, você vai gostar, como eu. E se não gostar, ainda tem tudo aquilo que eu listei lá em cima pra você se distrair enquanto tudo acontece. Não é a toa que esse filme virou cult-B. E eu adorei pacas.




"You know, no one ever had a hold me like you did. I would have done anything for you. A long time ago I would have thought you were worthy of it. Not anymore, babe."

quarta-feira, 10 de março de 2010

TRON - LEGACY

É claro que eu sei que isso já é notícia de ontem, e que todo mundo já sabe que vai ter um novo TRON. Na realidade, os que sabem que é um 'novo' são poucos, mas eu já chego nessa parte....

Eu sempre digo isso pra todo mundo, muitos discordam e alguns acham que a minha paixão por este assunto é, digamos, demasiada. De toda forma, eu digo e repito que minha paixão pela Disney Co. é enorme, e que tudo sempre me impressiona (ou ao menos me alegra).

TRON LEGACY é uma prova disso. O filme original, de 1982, é um clássico do Trash 80's por assim dizer, mas na realidade inaugurou muitas das tecnologias que hoje em dia são abertamente utilizadas em todos os filmes que possuem alguma espécie de computação gráfica. TRON foi um dos primeiros filmes a utilizar o famoso CG para produzir praticamente todo o filme. Pra quem não conhece absolutamente nada, aqui vai:



Kevin Flynn (Jeff Bridges) trabalha numa grande empresa de engenharia de softwares, a ENCOM. Ele é um funcionário dedicado, e cria diversos jogos de video games. Só que de repente Ed Dillinger (David Warner) passa a perna em Flynn e apresenta tudo que ele fez como seu próprio trabalho, cresce na empresa e ocasiona a saída de Flynn, que acaba abrindo uma casa de Fliperamas (Flynn's), que acaba tendo muitos dos jogos que ele mesmo criou. O tempo passa e ele decide invadir a empresa e procurar em seus registros provas de que os jogos são na realidade criação dele. Enquanto tenta hackear o computador central, o MCP (Master Control Program) acaba transportando-o para o mundo virtual e ele tem de se submeter a diversos jogos perigosos enquanto tenta acabar com o MCP.

Se interessou, ou não, segue o trailer abaixo e se quiser, encontrei um link com torrent e legenda, e você pode baixar aqui. (via Cine Anarquia) :





Já em dezembro desse ano será lançada a sequência de TRON, "TRON LEGACY", com direito a participação de Bridges replicando seu papel, agora como prisioneiro do mundo virtual. 






Sumido há 25 anos, seu filho sai em sua procura e acaba sendo sugado para o mundo do MCP, encontrando seu pai perdido num mundo que se tornou ainda mais perigoso. Com direito a cópias em 3D, trilha sonora pilotada por Daft Punk (!), Olivia Wilde versão techno ("the geek dream came true") e orçamento girando nos 300 milhões de dólares, bem longe do orçamento de 17mi de seu antecessor, o filme promete:




E digo mais: pra quem não acredita na importância do filme no geral, ele é usado como referência em diversas outras ciosas, desde Chuck (umas das minhas série preferidas, a qual eu inclusive já prestei homenagens aqui) até o moderninho clipe dos Strokes (que é tron do começo ao fim).




Dá pra ver que, se der tudo certo, em dezembro estarei na fila com meus óculos 3D e esperando ainda antes disso comentários nos próximos capítulos do Chuck.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais Um Ano

Meu amigo me mandou uma mensagem hoje me perguntando qual seria a desculpa que eu daria para não postar no 'brog'. A realidade é que o blog não tem tido muito da minha atenção pois muito muito aconteceu. Calma, eu já vou contar tudo - muitos de vocês, meus fiéis amigos que lêem meu 'brog', participaram de tais eventos.

O último post deste humilde diário eletrônico data de 25 de novembro do ainda próximo 2009. Dois dias antes de um dos dias mais felizes da minha vida (obrigada pPdro e du!), que eu chorei cantanto 'You Shook Me All Night Long', senti falta de 'Jailbreak' e me diverti a valer. Gravei uns vídeos toscos no meu celular, só pra dizer que fui eu, mas depois achei um paquitão que gravou uns vídeos de praticamente todas as músicas com uma câmera de uns 1000 megapixels que ficou um zigbilhão de vezes melhor do que o meu, tanto que a minha gravação nem tá merecendo mais ser mostrada.















Bom, depois dessa amostra óbvia da minha alegria 'post-concert', sigo com meu papinho mais ou menos. Só vale ressaltar que dá pra ver todos os vídeos dele lá no youtube, e que eu só não os coloquei pra não irritar os não fãs dessa banda mais que sensacional.

Neste mesmo fim de semana, vale lembrar também que quem foi a paquitona fui eu e que eu podia ter visto o Jimmy Page a poucos metros de distância da minha pessoinha, mas deu tudo errado e não rolou - pelo menos ele não ia tocar nada, só dar o ar da graça mesmo. Após essa frustração e tudo mais, que foi compensada pela noite do dia anterior, ficou mesmo a tensão do fim do semestre.

Na matéria de sexta-feira eu realmente exagerei; faltei mais do que devia, entreguei 1 (leia-se UM) trabalho de aula e ainda faltei na apresentação do meu trabalho pra, claro, ir ao show do AC/DC. Ah, esqueci da monografia final sobre Twilight. É, viu? Agora você concorda (se eu ainda não tivesse ganho a sua atenção com o resto, aposto que o 'twilight' conseguiu). Mas incrivelmente acabou tudo bem, me permitindo continuar a história da minha maratona de shows de fim de ano, com ele, te one, the only, SIDNEY MAGAL!

Sim, sim! O rei do brega em pessoa. Mas te digo: apesar do playback e da cara de latin lover uva-passa, me diverti também.

O ano novo foi em compensação bem sem graca. Bem no estilo show da virada. O que melhorou foi a visita a casa do meu amigo Pedro ( sempre ele) com direito a aparição do outro Pedro!

O ano so far está no mesmo ritmo, nada novo pra contar. Aniversário já passou, natal também, o que não me deixa muito mais margens pra ganhar presentes. Aulas só em março e estágio naquela mesma.

Desejo pra todo mundo um ótimo 2010, cheio de coisas bacanas. E pra todos os meus colegas que compartilham do mês de janeiro pra completar primaveras, apesar de ser uma porcaria porque ninguém te liga, as festas sempre miam, você se sente um rejeitado do universo e tudo mais, pense que vc é mara ainda assim. Todos somos! Hehe.

E eu continuo na tentativa de ser mais prolixa, no bom sentido, com mais posts. Veremos.